Estudantes universitários podem ganhar uma nova forma de apoio financeiro, caso avance proposta para estender o benefício Pé-de-Meia para o ensino superior. No evento em Fortaleza (CE), o presidente Lula anunciou intenção de contemplar universitários que enfrentam dificuldades para se manterem na faculdade, usando um modelo já aplicado ao ensino médio.
Saiba quais grupos serão priorizados, como funcionaria e por que a sugestão pode marcar uma virada no combate à evasão nas universidades.
O que é o Pé-de-Meia?
O Pé-de-Meia é um benefício estudantil em formato de poupança criado pelo governo federal para incentivar estudantes de baixa renda a concluírem o ensino médio em escolas públicas.
O benefício deposita valores mensalmente para os alunos conforme frequência nas aulas, aprovação no final do ano e participação no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). O objetivo central é evitar que jovens abandonem a escola por questões financeiras.
Quem tem direito atualmente?
Hoje, podem receber o Pé-de-Meia estudantes matriculados no ensino médio público que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único e com renda de até meio salário mínimo por pessoa.
Há ainda uma versão chamada Pé-de-Meia Licenciaturas para quem cursa áreas de educação em universidades públicas, mas a iniciativa sugerida por Lula ampliaria para outros cursos superiores.
Como funciona o benefício Pé-de-Meia vigente?
O valor concedido é de R$ 200 mensais para quem comprova frequência, além de R$ 1.000 anuais por aprovação no ano letivo. O estudante também pode receber um bônus extra ao participar do Enem. Todos os depósitos vão para uma conta poupança, permitindo a retirada após a formação.
Os recursos são administrados pela Caixa Econômica Federal. Para estudantes indígenas, mulheres ou pessoas negras, o programa cobre parte expressiva desse público, priorizando a inclusão social.
Resultados e impacto do programa até agora
O programa, desde 2024, garantiu benefícios a cerca de 5,6 milhões de alunos do ensino médio público e já demonstrou resultados: a evasão caiu de 6,4% para 3,6% em dois anos, uma redução de 43%.
Taxas de reprovação também diminuíram 33% e a distorção idade-série recuou 27,5%, conforme dados do governo federal de 2024 e 2025.
Como será se criado o Pé-de-Meia para universitários?
Segundo o presidente Lula, o modelo pode ser adaptado para estudantes de graduação, especialmente beneficiários do Prouni (Programa Universidade para Todos), já que, dos quase 3,7 milhões de inscritos, apenas cerca de 1 milhão mantêm vínculo ativo com o curso.
A ideia é conceder incentivo financeiro para que alunos de baixa renda possam concluir seus estudos superiores, ajudando a reduzir a evasão, que hoje preocupa o governo federal.
Quem poderá ser incluído na nova versão?
A proposta visa, em especial, estudantes universitários de baixa renda, com prioridade para quem já integra programas sociais como o CadÚnico, e os que recebem auxílio do Prouni.
Detalhes como valores, prazos e critérios de seleção ainda dependem da formulação da política oficial. Até que haja regulamentação, orienta-se que interessados acompanhem atualizações diretamente nos canais oficiais do Ministério da Educação.
Como solicitar o benefício universitário (se aprovado)?
Em caso de implementação, o processo deverá ser similar ao do Pé-de-Meia do ensino médio: inscrição automática via CadÚnico, análise do perfil socioeconômico e registro da frequência ou desempenho acadêmico como base para pagamento.
O depósito será em conta poupança específica, provavelmente operada pela Caixa Econômica Federal. Para dúvidas e informações, o estudante poderá buscar atendimento nas universidades, CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) ou canais do MEC.
Prazos, pagamentos e documentação
Como o Pé-de-Meia universitário ainda está em discussão, não há datas, valores exatos nem lista de documentação definida. Até regulamentação, recomenda-se manter dados atualizados no CadÚnico e verificar junto ao Ministério da Educação eventuais editais ou comunicados oficiais. Não se deve entregar qualquer documentação fora das plataformas seguras de cada instituição ou do Cadastro Único.
Situações especiais e exceções
Versões anteriores do programa já contemplam grupos específicos, como indígenas e beneficiários de licenciaturas. A extensão para universitários tende a seguir diretrizes de equidade, devendo incluir critérios diferenciais para pessoas com deficiência, mães estudantes e residentes em regiões de vulnerabilidade. Mudanças devem ser comunicadas pelas próprias universidades ou órgãos oficiais.
Para acompanhar as próximas atualizações, acompanhe diariamente o portal Social 360. Em seguida, assista a um vídeo sobre o atual Pé-de-Meia disponível:












